sábado, 8 de novembro de 2014

Guia Alimentar para a População Brasileira


Lançado novo Guia Alimentar para a População Brasileira
O Ministério da Saúde lançou na quarta-feira (5) o novo Guia Alimentar para a População Brasileira. A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a alimentação tenha como base alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas), além de evitar os ultraprocessados (como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes). O lançamento ocorreu durante a reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília.
A intenção do Guia Alimentar é promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição, em forte declínio em todo o país, e prevenindo enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer. Além de orientar sobre qual tipo de alimento comer, a publicação traz informações de como comer e preparar a refeição, e sugestões para enfrentar os obstáculos do cotidiano para manter um padrão alimentar saudável, como falta de tempo e inabilidade culinária.
“Mais do que um instrumento de educação alimentar e nutricional, o guia se insere dentro da estratégia global de promoção da saúde e do enfrentamento e do excesso de peso, que já atinge mais da metade da população brasileira. A carga de doença associada à obesidade é imensa. Para sair da agenda da doença, precisamos trabalhar pela melhoria da alimentação e incentivar a prática de hábitos saudáveis. Não estamos proibindo nada, mas temos recomendações claras de qual alimento priorizar”, destaca o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Dados da pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicam que atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 17,5% são obesos. Os percentuais são 19% e 48% superiores que os registrados em 2006 - quando a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de 11,8%.
Redigido em linguagem acessível, o Guia Alimentar se dirige às famílias diretamente e, também, a profissionais de saúde, educadores, agentes comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da população. A versão impressa do documento, com 151 páginas ilustradas, será distribuída às unidades de saúde de todo o país, e a versão digital estará disponível no portal do Ministério da Saúde.
O Guia orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária (‘sopas de pacote’, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas). Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente, como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.
Destaque especial é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se regularidade de horário, ambientes apropriados e, sempre que possível companhia. O ideal é desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais.
O novo guia também busca valorizar a culinária, e indica o planejamento das refeições e interação social, com o envolvimento de amigos e família na elaboração da comida. “No Brasil e em muitos outros países, a transmissão de habilidades culinárias entre gerações vem perdendo força”, admite a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação geral do projeto de elaboração do Guia Alimentar, Patrícia Jaime. “Por isso, o Guia Alimentar dedica uma parte importante de suas recomendações à valorização do ato de cozinhar, ao envolvimento de homens e mulheres, adultos e crianças nas atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições e à defesa das tradições culinárias como patrimônio cultural da sociedade”, enfatiza.
O Guia Alimentar foi produzido em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e substitui a versão anterior de 2006. O processo de elaboração envolveu profissionais de saúde, educadores e representantes de organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil. A conclusão contou ainda com o resultado de uma consulta pública que envolveu 436 participantes e recebeu 3.125 comentários e sugestões.
O novo guia dá importância às formas pelas quais os alimentos são produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cuja produção e distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável como os alimentos orgânicos e de base agroecológica.
Clique aqui, http://ow.ly/DYtmn e confira a versão digital do Guia Alimentar
Fonte: Agência Saúde
Enviado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

ISPN lança livro Agricultores que Cultivam Árvores no Cerrado

ISPN lança livro Agricultores que Cultivam Árvores no Cerrado
http://bit.ly/1wQxtiF

A Fase Amazônia, FAOR e o Grupo Carta de Belém realizam seminário para debater a COP 20 e a financeirização da natureza (18 e 19 de novembro de 2014)



Por Repórter Brasil
Você sabe o que é mercado de carbono? E os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)? Já ouviu falar em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD)? Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)? Todos estes instrumentos e conceitos, que fazem parte da assim chamada economia verde, estão explicados e detalhados na cartilha "O Lado B da Economia Verde - Roteiro para uma cobertura jornalística crítica da Rio+20". Com exemplos de como tais mecanismos têm sido aplicados na prática no Brasil e opiniões críticas de acadêmicos e especialistas, a cartilha foi pensada para auxiliar jornalistas envolvidos na cobertura do evento, mas pode ser útil para qualquer um que tenha interesse em aprender e se aprofundar sobre os temas em discussão. Clique aqui ou na imagem abaixo para baixar a versão digital da cartilha em arquivo PDF. 

Produzida em parceria da Fundação Heinrich Boell com a Repórter Brasil, a cartilha  traz uma análise sobre o novo ambientalismo de mercado que tem permeado os debates em torno da na perspectiva de seus críticos. Uma das principais pautas da conferência, a economia verde ainda carece de consenso entre os negociadores dos Estados-membros das Nações Unidas quanto à sua conceituação e definição. Grosso modo, porém, seus proponentes apostam em um uso mais economicista dos recursos naturais – rebatizados de capital natural, defendendo novas regras de lucratividade inerentes à preservação ambiental, para que ela se justifique.
Modelo de desenvolvimento
A premissa de que a proteção do meio ambiente só ocorrerá se for economicamente vantajosa, no entanto, tem sido duramente criticada por parte da sociedade civil organizada, cientistas e acadêmicos. De acordo com eles, esta lógica deixa de fora os aspectos científicos e biológicos ligados à saúde do planeta, e sociais, culturais e espirituais inerentes à sobrevivência das populações rurais e tradicionais que dependem e convivem com a natureza e seus recursos. Acima de tudo, nega o fato de que as crises climáticas e ambientais são decorrência direta de um modelo de desenvolvimento intrinsecamente predador e depredador.
Abordando este debate numa perspectiva crítica, a cartilha traça um quadro das várias forças que deverão atuar na Rio +20, focando em seguida nos principais instrumentos já criados ou propostos para fortalecer o ambientalismo de mercado. Basicamente, são analisados os conceitos de mercado de carbono, Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD) e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Além de explicar criticamente o funcionamento destes instrumentos, a cartilha aborda seu status no Brasil e traz exemplos polêmicos de sua aplicação no país. 
Enviado por CIMI 
Fonte:http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=2060
'As commodities ambientais e a financeirização da natureza'. Entrevista especial com Amyra El Khalili AQUI: iUnisinus

Ambientalização dos Bancos e Financeirização da NaturezaPAD

10 Alertas sobre REED para COMUNIDADES


 


Eucalipto transgênico da Suzano ameaça produção brasileira de mel


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Guardiões das sementes da paixão na luta contra os Transgênicos


Cerca de 80 agricultores guardiões e guardiãs das “Sementes da Paixão”, vindos de várias regiões da Paraíba, representantes da Rede de Sementes da Articulação do...
ASPTA.ORG.BR

O saque nas florestas do Pará


O desmatamento ilegal na Amazônia soma uma série de prejuízos ao país. Além do desastre ambiental de jogar fora recursos naturais, estragar o clima e destruir o ciclo...
EPOCA.GLOBO.COM

MapAzônia

“O neoextrativismo está acabando com a América Latina”. Entrevista com Boaventura de Sousa Santos (em português*)

Da luta de classes e das coisas de comer

O sistema capitalista, em sua corrida para transformar direitos em privilégios, transformou alimentos, mais ainda aqueles de qualidade, em objeto de luxo. Nada mais revolucionário do que defender uma alimentação sustentável, local e camponesa.

Índios ajudam a frear aquecimento global


"Florestas em terras indígenas abrigam 37,7 bilhões de toneladas de carbono em todo mundo. Se fossem destruídas, o CO2 lançado ao ar superaria as emissões globais de veículos durante 29 anos. Por sorte, os índios têm sido mas eficazes do que qualquer outro grupo humano no combate ao desmatamento."
Relatório internacional aponta para a fundamental importância das comunidades indígenas no que toca o combate ao aquecimento global, corroborando a necessidade da demarcação de terras e da efetivação do direito de autogestão dessas populações.
Confira a notícia completa no site da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/…/1490339-indios-ajudam-a-frea…

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Federação de Apicultores do Pará e Emater realizam congresso nacional em Belém e alertam para o sumiço das abelhas

Apicultura em Itaituba nos sistemas agroflorestais trazendo mais 'segurança alimentar'                                                                 Foto: Vânia Carvalho

CONBRAPI 2014

Técnicos, agricultores, pesquisadores do Pará, do Brasil e de outros 13 países se reúnem da próxima quarta-feira, 5 de novembro, até o sábado, 8, no 20º Congresso Brasileiro de Apicultura (Conbrapi). O evento, que vai congregar conferências, simpósios, minicursos, clínicas tecnológicas, rodadas de negócios e visitas técnicas, será realizado no Hangar - Convenções e Feiras da Amazônia. 
O congresso, que acontece pela primeira vez na Amazônia, tem realização da Federação de Apicultores do Pará (Fapic) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).O Conbrapi, que vai discutir apicultura, meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) e polinizadores silvestres, envolve as mais diversas discussões de naturezas técnica, científica, profissional, social, econômica, ambiental e de políticas públicas voltadas para os setores e áreas afins. 
Meliponicultura em Santarém: abelhas nativas aumentam a produtividade dos laranjais.                                                       Foto: Vânia Carvalho

Para as discussões técnicas, três mil participantes estão sendo esperados. O Congresso é o principal fórum de divulgação, discussão e consolidação do conhecimento e negócios dos setores no Brasil.Os eixos principais de discussão são sustentabilidade, tecnologia e mercado. Segundo o engenheiro agrônomo Gerson de Morais, presidente da Fapic, a atividade apícola tem retorno e mercado garantido. “Queremos demonstrar que o lucro chega a ser de 100%. Para as discussões teremos aqui os melhores especialistas do País”, afirma o agrônomo. 
Flor de 'jambeiro branco', muito visitada pelas abelhas nativas. Castanhal, Pará-Foto: Vânia Carvalho

A apicultura preserva os ecossistemas e contribui para a perpetuação das espécies vegetais, por meio da polinização.Um dos centros de discussão será o fenômeno do desaparecimento das abelhas, que vem ocorrendo no mundo. A situação preocupa, uma vez que a produção de alimentos está relacionada com a existência das abelhas.Segundo dados da Emater, que acompanha apicultores e meliponicultores por meio do Programa Nacional de Apicultura e Meliponicultura (Pngeo), o desaparecimento de abelhas já chega a 15% no Pará.
No Pará 15% das abelhas desapareceram. Fonte: (PNGEO)

 “Estamos incentivando os apicultores a compensar esse desaparecimento através da criação de mais abelhas e a produção de mel, por meio de projetos técnicos, que está sendo comercializada para o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar“, diz o técnico da Emater, Wanderley Ribas.
 No ano passado, o Pará produziu mais de 300 toneladas de mel, sendo que 150 destas foram introduzidas na merenda escolar.

Texto: Iolanda Lopes - 03/11/2014http://www.emater.pa.gov.br/noticia/916