terça-feira, 29 de outubro de 2013

Livro resgata trajetória de Ademir Federicci, o Dema, liderança que lutou pelos povos do campo e da floresta na Amazônia. Até hoje os assassinos estão impunes!!!


DEMA: Uma vida doada É o título do livro organizado por Padre Vicente Zambello. 
O Livro são as memória de Ademir Alfeu Federicci, um jovem cristão, líder sindicalista e ecologista.
Para quem conheceu Dema e sua família, ler o livro emociona e revolta pelo seu fim trágico caído nos braços de sua esposa.
                                                
Chama a atenção pela sua atualidade e a tentativa de mostrar a simplicidade de um líder sindical e ecologista no seu dia a dia através de seus próprios relatos (diário e fotos) de parentes e amigos.

Dema foi assim, mesmo que por vezes o caminho pareceu a ele nebuloso, tinha em si a vontade de acertar e de fazer o melhor.

Padre Vicente nos dá uma visualização deste jovem líder para que todos possam conhecê-lo melhor. Falar de pessoas como o Dema é falar de quem tem fé, é ao mesmo tempo dizer para quem lê: qual é teu sonho para uma sociedade melhor? Você sabe o caminho, ao menos busca como o Dema buscou?
Quem quiser conhecer o livro deve escrever para:   Padre Vicente Zambello
Fonte:http://www.prelaziadoxingu.com.br/partida/index.php?option=com_content&view=article&id=137:dema-prazer-em-conhecer&catid=68:noticias&Itemid=129

domingo, 27 de outubro de 2013

O mundo em que vivemos é ecocida, por Boff




Leonardo Boff-Adital
No dia 27 de setembro, centenas de cientistas reunidos em Estocolmo para avaliar o nível de aquecimento global do planeta, o conhecido Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC), nos transmitiram dados preocupantes: "Concentrações de dióxido de carbono (CO2), de metano (CH4) e de óxido nitroso (N2O), principais responsáveis pelo aquecimento global, agora excedem substancialmente as maiores concentrações registradas em núcleos de gelo durante os últimos 800 mil anos”.
A atividade humana influiu nesse aquecimento com uma certeza de 95%. Entre 1951 e 2010 a temperatura subiu entre 0,5ºC e 1,3ºC e em alguns lugares já chegou a 2ºC. As previsões para o Brasil não são boas: poderemos ter, a partir de 2050, um permanente verão durante todo o ano.Tal temperatura poderá produzir efeitos devastadores para muitos ecossistemas e para crianças e idosos. Os cientistas do IPCC fazem um apelo ardente para que se iniciem no mundo todo imediatamente ações, em termos de produção e de consumo, que possam deter este processo e minorar seus efeitos maléficos. Como disse um dos coordenadores do relatório final, o suíço Thomas Stocker: "A questão mais importante não é onde estamos hoje, mas onde estaremos em 10, 15 ou 30 anos. E isso depende do que fizermos hoje”.

Pelo visto muito pouco ou quase nada se está fazendo de forma articulada e global. Os interesses econômicos de acumulação ilimitada à custa do esgotamento dos bens e serviços naturais prevalecem sobre as preocupações pelo futuro da vida e pela integridade da Terra.

A percepção básica que se tem ao ler o resumo de 31 páginas é que vivemos num tipo de mundo que sistematicamente destrói a capacidade de nosso planeta de sustentar a vida. Nossa forma de relacionamento para com a natureza e a Terra como um todo é ecocida e geocida. A seguir por este rumo vamos seguramente ao encontro de uma tragédia ecológico-social.

O propósito de incontáveis grupos, movimentos e ativistas se concentra na identificação de novas maneiras de viver de sorte que garantamos a vida em sua vasta diversidade e que vivamos em harmonia com a Terra, com a comunidade de vida e com o cosmos.

Num trabalho que nos custou mais de dez anos de intensa pesquisa, um pedagogo canadense e experto em moderna cosmologia, Mark Hathaway, e eu, tentamos ensaiar uma reflexão atenta que incluísse a contribuição do Oriente e do Ocidente a fim de delinearmos uma direção viável para todos. O livro se chama: "O Tao da libertação: explorando a ecologia da transformação” (Vozes 2012). Fritjof Capra fez-lhe um belo prefácio e a comunidade científica norte-americana o acolheu a edição inglesa benevolamente, pois o Instituto Nautilus nos conferiu, em 2010, a medalha de ouro em Ciência e Cosmologia.

Nossa pesquisa parte da seguinte constatação: há uma patologia aguda inerente ao sistema que atualmente domina e explora o mundo: a pobreza, a desigualdade social, o esgotamento da Terra e o forte desequilíbrio do sistema-vida; as mesmas forças e ideologias que exploram e excluem os pobres estão também devastando toda a comunidade de vida e minando as bases ecológicas que sustentam o Planeta Terra.
Para sair desta situação dramática, somos chamados, de uma maneira muito real, a nos reinventar como espécie. Para isso precisamos de sabedoria que nos leve a uma profunda libertação/transformação pessoal, passando de senhores sobre as coisas a irmãos e irmãs com as coisas. Essa reinvenção implica também uma transformação/libertação coletiva através de um outro design ecológico. Este nos convence a respeitar e viver segundo os ritmos da natureza. Devemos saber o que extrair dela para a nossa subsistência coletiva e como aprender dela pois ela se estrutura sistemicamente em redes de inter-retro-relações que garantem a cooperação e a solidariedade de todos com todos e conferem sustentabilidade à vida em todas as suas formas, especialmente à vida humana. Sem esta cooperação/solidariedade de nós com a natureza e entre todos os humanos, não encontremos uma saída eficaz.

Sem uma revolução espiritual (não necessariamente religiosa) que envolva uma outra mente (nova visão) e um novo coração (nova sensibilidade) em vão procuramos soluções meramente científicas e técnicas. Estas são indispensáveis; mas, incorporadas dentro de um outro quadro de princípios e valores que estão na base de um novo paradigma civilizatório.

Tudo isso está dentro das virtualidades do processo cosmogênico e também dentro das possibilidades humanas. Importa crer em tais realidades. Sem fé e esperança humanas, não construiremos uma Arca salvadora para todos.

[Veja Leonardo Boff e Mark Hathaway, O Tao da Libertação: explorando a ecologia da transformação, Vozes 2012].

Revista da ABRA: Agronegócio e Realidade Agrária no Brasil


Baixe aqui:

http://www.abrareformaagraria.org/

Quero leite sem agrotóxicos!!!!

Mato Grosso se mobiliza para Caravana Agroecológica

Enviado por Fran Paula - Fase Mato Grosso

sábado, 26 de outubro de 2013

FIX, um fundo dos Povos Indígenas

Cartilha do FUNDO INDÍGENA XINGU (FIX)na lingua mãe do Povo do Xikrin e Kayapó
Cartilha FIX Bilingue real.pdf


Mais Informações :http://www.fundodema.org.br/site/

FASE/Fundo Dema – Fundo Indígena Xingu – FIX
Rua Bernal do Couto, 1329 – Umarizal
CEP: 66055 – 080 – Belém – Pará
Fone: (0xx91)4005-3751
Email: fundodema@fase-pa.org.br

Associação Comunitária Indígena Tapiête – ACIT
Avenida Doutor Isaias Antunes Pinheiro, 1018 AP 05
CEP: 68193-000 – Novo Progresso – Pará
Fone:(0xx93)8125-9191/ 8107-2443


Enviado por Rosinele Uchoa Kayapó

                                       

Comida industrial: adoecendo as pessoas e o planeta


Silvia Ribeiro
La Jornada, Mexico, DF
As cinco doenças mais comuns no México estão ligadas à produção e ao consumo de alimentos provenientes da cadeia agroalimentar industrial: diabetes, hipertensão, obesidade, câncer e enfermidades cardiovasculares. Algumas totalmente, outras parcialmente,  mas nenhuma dissociada. Isso se traduz em má qualidade de vida e tragédias pessoais, mas além disso em altos gastos com atendimento médico e com o orçamento de saúde pública, e um enorme subsídio oculto para as multinacionais que dominam a cadeia agroalimentar, das sementes ao processamento de alimentos e à venda em supermercados. Ou seja, mais razões para questionar esse modelo de produção e consumo de alimentos.
Em artigos anteriores, comentei como o sistema agroindustrial alimenta somente 30% da população mundial, mas seus graves impactos na saúde, mudanças climáticas, usos de energia, combustíveis fósseis, água e contaminação são globais.
Contrastando com , a diversidade de sistemas alimentares camponeses e em pequena escala é que alimenta 70% da população mundial; entre 60 e 70% desse percentual são aportados por pequenas parcelas agrícolas, as hortas urbanas, com 15 a 20%, a pesca com entre 5 e 10%, e a caça e coletas silvestres 10 a 15% (Ver Quem nos alimentará?, La Jornada, 21/09/13 ewww.etcgroup.org) . Acrescento agora dados complementares da mesma fonte.
Em termos de produção por hectare, um cultivo híbrido produz mais do que uma variedade, mas para isso requer uma semeadura em monocultura, em extensas áreas planas e irrigadas, com grande quantidade de fertilizantes e alto uso de agrotóxicos (pesticidas, herbicidas, fungicidas). Tudo isso diminui a quantidade de nutrientes que contém por quilo. Os cultivos camponeses, pela  substituição histórica que sofreram, na sua maior parte ocorrem em terrenos irregulares, encostas e terras pedregosas, sem irrigação. Se compararmos isoladamente a produção de um cultivo camponês com o mesmo híbrido industrial, a produção por hectare será menor. Contudo, os camponeses semeiam, por necessidade e conhecimento, uma diversidade de cultivos simultaneamente, e vários do mesmo cultivo com diferentes características, para usos diferentes e para suportar diferentes condições, além de cultivos distintos que se auxiliam entre si (aportam fertilidade e protegem dos insetos), e como usam pouco ou nenhum agrotóxico, cresce ao seu redor uma variedade de plantas comestíveis e medicinais. Sempre que podem, os camponeses consorciam também a criação de algum animal doméstico ou peixes. Somando tudo,  o volume de produção por hectare das áreas camponesas é maior que o das monoculturas industriais, além de resistirem de forma muito melhor às mudanças de clima, sendo também muito maior sua qualidade e valor nutritivo.
Do que é colhido na agricultura industrial, mais da metade é usado como forragem de gado criado em grande escala e confinado (porcos, frangos, bovinos). 
Toda a soja e milho transgênicos produzida no mundo – e também os que querem plantar no México  - não é destinada à alimentação humana, mas sim para produzir rações para a criação industrial de animais, também dominada pelas multinacionais, e cujo excesso de consumo é outro fator causador das principais doenças.
Dos fertilizantes sintéticos utilizados na agricultura industrial, a maioria é justamente para produzir rações, e a metade do que é aplicado não chega às plantas por problemas técnicos. Por sua vez, o escoamento dos fertilizantes é fator fundamental para a contaminação da água e produção dos gases de efeito estufa.
Além disso, na cadeia industrial são desperdiçados entre 33 e 40% dos alimentos durante a produção, transporte, processamento e nos lares. Outros 25% são perdidos no excesso de consumo, produzindo obesidade, entre outras coisas pela dependência causada pela quantidade de sal, açúcar e produtos químicos acrescentados.
Na América do Norte e Europa, o desperdício de alimentos per capita é de 95 a 115 quilos por ano, enquanto que na África Subsahariana e sudeste da Ásia (com predominância da agricultura camponesa), é de 6 a 11 quilos per capita, 10 vezes menor.
Diante do desperdício e da gravidade dos problemas de saúde e ambientais provocados pela cadeia industrial de alimentos, é urgente reformular políticas que não a estimulem, e em seu lugar incentivem a produção diversificada, sem agrotóxicos, com sementes próprias e em pequena escala, que além de tudo são a base de trabalho e de sustento de mais de 80% dos agricultores do país. No extremo oposto, está a produção industrial com transgênicos, que exacerba todos os problemas mencionados e, além de tudo, por estar nas mãos de cinco multinacionais, é uma entrega da soberania nacional. A semeadura de soja transgênica já está ameaçando de morte os apicultores, terceiro item na exportação nacional, que provê o sustento de 40 mil famílias camponesas. As solicitações de plantio comercial de milho transgênico em milhões de hectares ameaçam eliminar a outros milhares de famílias camponesas e contaminar o patrimônio genético mais importante do país.
Se esses dados ainda não fossem suficientes, os eventos climáticos extremos que o país sofreu – com estragos exacerbados por políticas que aumentam a vulnerabilidade -, estão diretamente vinculados a esse sistema alimentar agroindustrial, que é uma das causas principais das mudanças climáticas.
Silvia Ribeiro é pesquisadora do Grupo ETC
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
enviado por Rossilan Rocha


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Diálogo entre saberes na luta contra agrotóxicos





Fortaleza, Ceará, vai receber o EncontroInternacional Ecologia de Saberes: construindo o dossiê sobreimpactos dos agrotóxicos na América Latina de 22 a 25 de outubro de 2013. A abertura acontecerá com a palestra do Prof Boaventura de SousaSantos, as 18h, na Concha Acústica, com o apoio da Pro-reitoria de Extensãoda UFC.
O Encontrobusca desenvolver métodos que permitam o diálogo entreos saberes científico e popularna produção de conhecimento para uma ciência crítica e emancipatória, construída por pesquisadores, trabalhadores ou gestores dos serviços públicos de saúde e militantes de movimentos sociais camponeses da América Latina.
Para maiores informaçõesacessar olink http://saudecampofloresta.unb.br 
Fonte: Pró-reitoria deExtensão


Vídeo – Brasil Agroecológico

Vídeo produzido para o lançamento do Brasil Agroecológico – Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica que tem como principal missão articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e com base agroecológica e representa um marco na agricultura brasileira.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Amazônia: Caravana Agroecológica começa amanhã (22 de outubro)


21/10/2013
A Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém será realizada nos dias 22 a 25 de outubro, com a participação de cerca de 100 pessoas e dois roteiros envolvendo sete comunidades: um passa pela ReservaExtrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns e o outro pela Floresta Nacional do Tapajós (Flona), incluindo a BR-163 e o município de Belterra.

O evento é uma das etapas preparatórias do III Encontro Nacional de Agroecologia que será realizado em maio de 2014 em Juazeiro, na Bahia. A interlocução entre agroextrativistas, agricultores, lideranças dos movimentos sociais do campo e organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil faz parte da metodologia da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que busca agir politicamente a partir das práticas e desafios dos agricultores e agricultoras nos territórios.

ATUALIDADE - A Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém ocorre, coincidentemente, na semana seguinte ao lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Brasil Agroecológico, que prevê, até o final do ano de 2015, um investimento de R$ 8,8 bilhões em 125 iniciativas. O objetivo é articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e de base agroecológica e a conservação dos recursos naturais. A solenidade realizada durante a II Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff e diversos ministros, além de representantes da sociedade civil e parlamentares, no dia 17 de outubro.

“Vamos seguir trabalhando juntos por uma agricultura sustentável, uma vida mais saudável e um campo onde as pessoas gerem renda, emprego e possam criar seus filhos e os jovens possam se manter. O plano não é perfeito, temos que olhar para ele com muito carinho e aperfeiçoá-lo sistematicamente”, destacou a presidenta durante a cerimônia.

Para Fábio Pacheco, coordenador da Associação Agroecológica Tijupá, no Maranhão, o lançamento do Plano é um momento histórico para as organizações que lutam para ampliação das práticas agroecológicas no país. “Sem dúvida é um reconhecimento à agroecologia. Claro que estamos esperançosos em poder ampliar as possibilidades de ação a partir da estrutura do Plano. No entanto, vemos nele muitas limitações. A começar por não explicitar questõescomo a regularização fundiária e a reforma agrária, problemas muito sérios também no contexto amazônico”, comentou por telefone.

No lançamento, Pepe Vargas, ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), anunciou 100 decretos para desapropriações de terras destinadas à reforma agrária até o fim do ano, atendendo 5 mil famílias, e comentou que uma das faces mais importantes do Brasil Ecológico está na área do crédito, onde se concentra a maior parte do investimento (R$ 7 bilhões entre investimentos do MDA e do Ministério da Agricultura). O valor mal, se comparado ao crédito disponível para o agronegócio, é bastante baixo. No plano Safra 2013/2014 foi anunciado que o orçamento da agricultura empresarial será de R$ 136 bilhões.

Na avaliação de Pacheco, da Tijupá, uma questão a ser considerada quanto ao crédito para a agricultura familiar é a dificuldade de acesso pelo agricultores e adequações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Aqui se impõe mais uma vez a questão da regularização fundiária. Sem registro, o acesso ao crédito é limitado. A dificuldade em responder à burocracia é outra barreira para os pequenos agricultores agroecológicos.

Ele comentou ainda que o edital de Assessoria Técnica e Extensão Rural que atenderá a 75 mil agricultores e agricultoras (50% mulheres) é um ponto positivo no Plano. No caso do agroextrativismo, no entando, há previsão para manejo de recursos não madeireiros para 345 famílias, apenas. Pacheco também elogiou o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica – Ecoforte, que prevê R$ 175 milhões para melhorias na produção e processamento, apoio para acesso aos mercados convencionais, alternativos e institucionais e para ampliação da renda dos agricultores familiares e extrativistas. “É importante partir da lógica de apoio às redes”, destacou, explicando que a venda de produtos e melhoria da renda é um grande desafio em comunidades da Amazônia, inclusive naquelas por onde vai passar a Caravana Agroecológica de Santarém.

CAMINHOS - A visita às comunidades da ReservaExtrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós (Flona)vai permitir conhecer a economia e a vida das comunidades e as experiências que já cumprem papel importante para melhorar as condições de vida na floresta. São exemplos as Oficinas Caboclas (produção de moveis e artefatos com aproveitamento de resíduos de madeira), os micro-sistemas de abastecimento de água, o beneficiamento de produtos da mandioca e do extrativismo, os viveiros de mudas para reposição florestal, entre outros. A oportunidade vai ampliar o debate sobre o novo plano lançado pelo governo federal e também outros programas federais, como o BolsaVerde, que tem impacto sobre a vida dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas da região.

Na oportunidade, os participantes da caravana também poderão conhecer novos e antigos conflitos territoriais que ameaçam os modos de vida das comunidades, impedindo o avanço da agroecologia. São exemplos, o projeto de construção de usinas hidrelétricas no Tapajós, o interesse os projetos das empresas de mineração na região, a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, incluindo questõescomo o escoamento da produção de soja e a ação das madeireiras. Outro tema importante são as vitórias e desafios das comunidades para gestão de seus territórios.

De volta a sede do município de Santarém será realizado um seminário de encerramento com debates sobre Os Desafios do Agroextrativismo na Amazônia e sobre Economia Verde e Serviços Ambientais (PSA).

As entidades responsáveis pela organização da Caravana são: Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC), Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, Terra de Direitos, Casa Familiar Rural de Santarém (CFR), FASE e Associação Agroecológica Tijupá.

*Com informações de Eduardo Sá, da Articulação Nacional de Agroecologia.

- Mais sobre o lançamento do Brasil Agroecológico
- Mais sobre as Caravanas no site da Articulação Nacional de Agroecologia



Enviado por Letícia Tura - FASE Solidariedade e Educação

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Agroecologia na Amazônia


Agricultura que preserva a floresta 
motiva Caravana à Amazônia

Agroextrativistas, agricultores, lideranças dos movimentos sociais do campo e organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil viajarão a comunidades de Santarém para descobrir o que significa fazer agroecologia na floresta Amazônica.

A Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém será realizada nos dias 22 a 25 de outubro, com a participação de cerca de 100 pessoas e dois roteiros envolvendo sete comunidades: um passa pela Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns e o outro pela Floresta Nacional do Tapajós (Flona), incluindo a BR-163 e o município de Belterra.

A visita vai permitir conhecer a economia das comunidades, seus projetos para melhorar as condições de vida na floresta – como as Oficinas Caboclas (produção de moveis e artefatos com aproveitamento de resíduos de madeira), micro-sistemas de abastecimento de água, beneficiamento de produtos da mandioca e do extrativismo, viveiros de mudas para reposição florestal, entre outros. Debaterão com os povos da floresta – indígenas, ribeirinhos, quilombolas - os impactos de programas federais, como o Bolsa Verde.

Na oportunidade, os participantes da caravana também poderão conhecer novos e antigos conflitos territoriais que ameaçam os modos de vida das comunidades, impedindo o avanço da agroecologia. São exemplos, o projeto de construção de usinas hidrelétricas no Tapajós, o interesse os projetos das empresas de mineração na região, a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, incluindo questões como o escoamento da produção de soja e a ação das madeireiras. Outro tema importante são as vitórias e desafios das comunidades para gestão destes territórios.

De volta à sede do município de Santarém será realizado um seminário de encerramento com debates sobre Os Desafios do Agroextrativismo na Amazônia e sobre Economia Verde e Serviços Ambientais (PSA).

As entidades responsáveis pela organização: Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC), Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, Terra de Direitos, Casa Familiar Rural de Santarém (CFR), FASE e Associação Agroecológica Tijupá.

Esta caravana faz parte da mobilização do movimento pela agroecologia no Brasil para a construção do III Encontro Nacional de Agroecologia, a ser realizado em 2014.

Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) é uma rede que reúne centenas de outras redes e organizações de todo o Brasil, interessadas em promover a agroecologia, baseada na produção de alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, mantendo o equilíbrio entre os homens e mulheres e com a natureza, a partir do fortalecimento de sujeitos políticos e da sua atuação política.

Para tal, a articulação preocupa-se com a construção da autonomia dos povos e comunidades, considerando uma diversidade de temas tais como a posse da terra e os direitos territoriais; a sade; a soberania e segurança alimentar e nutricional; proteção, manejo e conservação dos recursos naturais; o acesso a mercados e o direito trabalho; a conservação da agrobiodiversidade e a igualdade de gêneros.

Seguindo a metodologia de outros eventos organizados pela ANA, o objetivo da Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém é promover a troca de experiências entre agricultores fortalecendo experiências, a partir do olhar sobre os territórios onde elas acontecem.



No Dia da Agricultura, uma homenagem a Fase e ao Fundo Dema que têm apoiado a agricultura familiar na Amazônia



Viva os nossos camponeses e camponesas, povos indígenas e comunidades quilombolas que garantem na nossa mesa a diversidade de frutas, legumes e verduras sem agrotóxicos, nossas sementes nativas nutritivas....
Feira agroecológica na Fase Amazônia, em Belém do Pará. Aldebaran Moura, educadora da Fase e Érica Monteiro, da Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (MALUNGU) Foto: Vânia Carvalho

Projeto apoiado pelo Fundo Dema, de criação de abelhas indígenas, nativas, melíponas no Baixo Amazonas.



Projeto de recomposição florestal com espécies nativas da Amazônia no Trairão, região do Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163, também apoiado pelo Fundo Dema.

O Fundo Dema está completando 10 Anos de Resistência e Luta Por Justiça Ambiental na Amazônia.