quarta-feira, 5 de junho de 2013

Conheça o Manual de Consumo Sustentável do Idec


Idec publica Manual de Consumo Sustentável do Idec:
http://www.idec.org.br/uploads/publicacoes/publicacoes/Manual_completo.pdf

Investimento em pequenos agricultores é a melhor maneira de superar a pobreza, aponta relatório da ONU



Cerca de 500 milhões de famílias de pequenos agricultores fornecem mais de 80% dos alimentos consumidos em grande parte do mundo em desenvolvimento. Na imagem, um agricultor no Brasil. Foto: EBC
A agência de meio ambiente das Nações Unidas e uma organização de desenvolvimento agrícola da ONU afirmaramnesta terça-feira (4), um dia antes do Dia Mundial do Meio Ambiente, que dadas as condições adequadas e um apoio concentrado, os pequenos agricultores podem desencadear uma revolução agrícola sustentável.
De acordo com o relatório “Pequenos Agricultores, Segurança Alimentar e Meio Ambiente”, cerca de 500 milhões de famílias de pequenos agricultores fornecem mais de 80% dos alimentos consumidos em grande parte do mundo em desenvolvimento, especialmente no sul da Ásia e na África subsaariana. Das 1,4 milhão de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia, a maioria depende da agricultura para sobreviver.
Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), afirma que após duas décadas de baixo investimento na agricultura, a crescente competição por terra e água, o aumento no preço de combustível e dos fertilizantes e as mudanças climáticas deixaram os pequenos agricultores com poucas chances de escaparem da pobreza.
O relatório deixa claro que o investimento no setor agrícola oferece a maior taxa de retorno para os interessados na superação da pobreza – o documento mostra que para cada aumento de 10% nos rendimentos agrícolas, houve uma redução 7% da pobreza na África, e uma redução de mais de 5% na Ásia.
Além disso, investir nos pequenos agricultores acelera o progresso para atingir as oito metas de combate à pobreza conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), bem como na construção de uma agenda pós-2015 sustentável, disse Steiner.
Elwyn Grainger Jones, diretor da Divisão de Clima e Meio Ambiente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD), afirma que os pequenos agricultores possuem conhecimentos locais que podem oferecer soluções práticas, necessárias para a agricultura atingir um patamar mais sustentável. “Para colocar estes pequenos produtores na vanguarda de uma transformação na agricultura mundial, eles precisam do apoio adequado para superar os desafios que enfrentam”, acrescentou Jones.
O relatório foi lançado pouco antes do Dia Mundial do Meio Ambiente (5), que este ano terá como sede principal a Mongólia. O tema deste Dia está intimamente ligado à segurança alimentar, com foco na redução do desperdício ou perda de um terço de todos os alimentos produzidos – 1,3 bilhão de toneladas, ou 1 trilhão de dólares.

Projetos Agroecológicos em Itaituba - Pará

Oficina de Gestão e Monitoramento de Projetos Socioambientais - Itaituba (Pará) Parte II - maio 2013
Oficina realizada pela FASE Amazônia-Fundo Dema 10 Anos de luta e resistência por Justiça Ambiental na Amazônia.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Pesticidas contaminam a fronteira agrícola na Amazônia


Meio ambiente 
Redução de risco de contaminação ambiental depende do envolvimento de múltiplos atores

Cientistas avaliaram prejuízos que podem ser causados por pesticidas 

A análise de três diferentes cenários agrícolas permitiu a cientistas brasileiros e do exterior avaliarem os prejuízos que podem ser causados pelo uso equivocado de pesticidas na fronteira agrícola da Amazônia brasileira, bem como apontar possíveis soluções.  Uma das constatações se refere às ocasiões em que a frequência recomendada de utilização dos produtos foi excedida, chegando até 96% entre pequenos produtores.

De acordo com o coordenador da pesquisa, professor Luís César Schiesari, do curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH) da USP, os dados são referentes ao consumo de pesticidas e ao impacto nos mamíferos e organismos aquáticos daquela região.  Os estudos tiveram início em 2005.  

Num dos cenários os pesquisadores avaliaram a atuação de 220 pequenos produtores de frutas e verduras em quatro cidades da região central da Amazônia, na várzea do rio Solimões.  “Foi lá que detectamos o excesso na frequência de uso dos pesticidas: em 96% dos casos, pesticidas foram usados com maior frequência do que a recomendação técnica”, conta Schiesari.  Em parte, isso ocorreu porque estes produtores têm pouca informação e falta assistência técnica para que eles utilizem adequadamente os defensivos agrícolas.

Os outros dois cenários foram uma fazenda de cultivo de soja de 80 mil hectares (ha), no Mato Grosso, na borda da Amazônia, e outra grande propriedade (60 mil ha) com uma plantação de cana-de-açúcar ainda em formação, na região do rio Negro.  “Com alto conhecimento técnico e recursos, mais expostos ao controle legal, e buscando mercados mais restritivos, grandes produtores aderiram mais fortemente às recomendações agronômicas e até mesmo substituíram voluntariamente compostos mais tóxicos por compostos menos tóxicos”, descreve Schiesari.  “No entanto, mesmo assim, a pegada ecológica aumentou significativamente ao longo do tempo por causa de um aumento da dosagem, ou porque formulações que são menos tóxicas para a saúde humana podem ser mais tóxicas para outros organismos, como os organismos aquáticos que analisamos.”

Atenção especial Para a professora Cristina Adams, da EACH, que integra a equipe de cientistas, há que se dar uma atenção especial à questão, principalmente na Amazônia.  “Muitas fronteiras agrícolas, na atualidade, estão localizadas em regiões tropicais, que possuem ecossistemas naturais caracterizados por alta biodiversidade e presença de espécies sensíveis que nunca foram expostas a pesticidas, além de espécies endêmicas”, alerta.  “Isso significa que são zonas onde devemos esperar uma grande perda de espécies no processo de conversão agrícola, mesmo não sendo o alvo dos pesticidas.”

Entre as soluções, a professora considera primordial se investir em pesquisas para determinar níveis ambientais seguros de exposição aos pesticidas nestes ambientes e desenvolver práticas agrícolas mais sustentáveis.  Além disso, propõe ainda que se rediscuta a legislação, aumente a fiscalização e controle de uso e comercialização, entre outras medidas.  “Não é uma tarefa fácil”, avalia.  O uso adequado de pesticidas envolve múltiplos atores sociais (governo, produtores, universidades, ONGs) e uma estratégia de ação bem articulada.

Reconhecimento internacional 

O trabalho desenvolvido pelo grupo de cientistas acaba de ser publicado na mais antiga revista científica do mundo, a Philosophical Transactions of The Royal Society.  Editada pela primeira vez em 1665, a publicação britânica publicou o primeiro artigo de Isaac Newton.  Entre outros cientistas, Charles Darwin e Edmund Halley também tiveram seus artigos publicados na revista.

O artigo 
Uso de pesticidas e conservação da biodiversidade da fronteira agrícola amazônica teve a participação de Andrea Waichman, da Universidade Federal do Amazonas, Theo Brock, do Instituto Alterra (Holanda), e Britta Grillitsch, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena (Áustria).

Mais informações: Com os professores Luis Schiesari, no email lschiesa@usp.br, ou Cristina Adams, no email cadams@usp.br 

Publicado em 3/junho/2013

Oficina Quilombola de Projetos Socioambientais

São projetos coletivos de Comunidades Quilombolas de recomposição de espécies florestais e de frutíferas nativas da Amazônia e de melhoria das condições de produção e trabalho dos fornos de farinha de mandioca.
Uma iniciativa da FASE Amazônia-Fundo Dema 10 Anos de Luta e Resistência Por Justiça Ambiental na Amazônia.
Fotografia: Vânia Carvalho

Idibi Kay Du? Tu quer água?


2ª Parte do vídeo sobre Oficina Munduruku em Itaituba, uma iniciativa com o apoio do FUNDO DEMA - 10 anos de Luta e Resistência Por Justiça Ambiental na Amazônia
Vídeo Vânia Carvalho
Música: Daniel Namkhay "Nave Terra"

Estatística do Portal de Agroecologia

Ficamos felizes com os acessos ao Portal de Agroecologia.
Já atingimos mais de 20 Mil acessos. Esta semana foram mais de 300 acessos de vários países. Brasil, Estados Unidos, Rússia, Ucrânia, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Irlanda, França, Estônia.
O que é curioso é a ausência de outros países da América Latina....

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Projetos Quilombolas no Nordeste Paraense Fundo Dema Fundo Amazônia

Projetos coletivos de Comunidades Quilombolas no Nordeste Paraense, de reflorestamento de áreas de preservação permanentes, margens de igarapés, fornos eficientes e ecológicos para produção de farinha de mandioca e seus derivados.

domingo, 2 de junho de 2013

Centro de Artesanato Praia do Índio-Itaituba-Pará




Oficina de Gestão e Monitoramento de Projetos Socioambientais


Fundo Dema-10 Anos de luta e resistência por justiça ambiental na Amazônia Paraense
Oficina de Gestão e Monitoramento de Projetos Socioambientais realizada pela FASE Amazônia - Fundo Dema/Fundo Amazônia para gestores e representantes de organizações com projetos aprovados na 1ª Chamada Pública Socioambiental - Itaituba Maio de 2013

Edição de fotos: Vânia Carvalho
Música de Milton Nascimento-"Catavento"

Artesanato Munduruku Uma homenagem ao Fundo Dema -10 Anos de luta e resistência por justiça ambiental na Amazônia Paraense


Centro de Artesanato Munduruku
Uma homenagem ao Fundo Dema - 10 Anos de luta e resistência por justiça ambiental na Amazônia Paraense
Em 2007, no Edital VI do Fundo Dema Fiduciário foi aprovado o projeto "Centro de Artesanato da Aldeia Indígena Praia do Índio". O Fundo Dema apoiou a construção do centro de artesanato, com aquisição de equipamentos para trabalho na cerâmica, cestaria, bijuteria e etiquetas assim como a extensão do galpão de trabalho e construção de ponto de venda. O projeto se tornou uma alternativa de renda para os jovens das aldeias indígenas Praia do Índio e Sawre, resgatando a cultura Munduruku e seu saber no uso da matéria prima do extrativismo florestal de maneira sustentável.
A Aldeia Praia do Índio fica a 5 Km da zona urbana de Itaituba-Pará. Habitada desde 1960 por indígenas Munduruku (105 pessoas de 22 famílias - dados de 2007). 
A terra não é oficialmente homologada (28 hectares). A Aldeia Sawré está a 43 Km distante de Itaituba. É uma propriedade privada de 100 hectares para 6 famílias (31 pessoas), parentes da comunidade Praia do Índio.
O projeto foi uma iniciativa da Associação dos Filhos de Itaituba (ASFITA), com o apoio do Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163 Pará, Associação Indígena PAHYHY'P Munduruku e FUNAI-Administração Executiva Regional de Itaituba. 
Agradecimento ao Pe. Arno Miguel Longo e ao Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED).
Resultados:
Melhoria da qualidade da produção e geração de renda para os artesãos. Além disso, o Centro de Artesananato Munduruku suscitou vocações ao artesanato e propiciou um resgate da cultura indígena entre os jovens que atualmente frequentam as atividades de produção e pintura em cerâmica. Cerca de 25 a 30 pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos trabalham em diferentes etapas da produção artesanal. 
A produção vem sendo comercializada diretamente no Centro de Artesanato em Itaituba e também é vendida para outros pontos de comercialização, como lojas de Santarém e Belém. 
A participação em feiras e outras atividades tem propiciado uma boa divulgação do Centro de Artesanato aumentando número de encomendas e possibilidades de comercialização.
No início de julho de 2013 estarão em Belém do Pará, no Hangar.
Itaituba - Pará
Fonte: SIPMAS - Sistema de Informação, Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização do Fundo Dema- Banco de Projetos (BAP)
Música: Daniel Namkhay- "O Rio é um canto sem palavras"
Vídeo: Vânia Carvalho (educadora da FASE-Programa Amazônia/Fundo Dema